Receitas – Yogurt Pie

Uma das minhas melhores amigas fez anos no fim de semana passado. Para celebrar junto dela e das restantes amigas do nosso grupo decidi improvisar uma tarte saudável para ser o seu “bolo de anos” e para mostrar que pode haver sobremesas super saborosas e saudáveis.

Como é feita esta tarte de iogurte?

Base:

  • 15 tâmaras
  • 25 amendoas
  • 120 g flocos de aveia
  • 60 ml de bebida vegetal

Juntar tudo e triturar. Espalhar numa base de tarde e levar ao forno, pré-aquecido a cerca de 180º, durante 20 minutos.

Recheio:

  • 6 morangos médios
  • 200 g de miritilos
  • 180 g de iogurte natural
  • 15 g de gelatina

Juntar tudo, triturar e espalhar por cima da base já pronta.

Deixar no frigorífico cerca de oito horas. No fim é só enfeitar com o que desejar. Eu juntei mais frutos vermelhos, lascas de coco e chocolate negro derretido.

Ficou incrível e super aprovado pelas amigas.

O nome “Yogurt Pie” foi dado pela aniversariante.

Parabéns querida Rita!!

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Receita- Tartelete de Alfarroba e Baunilha 

Bom dia!! 

Já estou em Portugal e já tenho acesso a todo um mundo de alimentos. Somos mesmo sortudos e só damos valor aquilo que temos, quando não o temos. Clássico! 

Então, com aquilo que já tenho, já posso inventar e inovar um pouco as receitas que quero muito partilhar com vocês de forma a inspirar-vos a terem uma alimentação saudável, de forma fácil e sempre saborosa. 

Hoje trago a receita do meu pequeno almoço pós-treino, uma Tartelete de Alfarroba e Baunilha:

 🍴 20 g de farinha de alfarroba

 🍴 15 g de whey sabor a baunilha (daí ser de “Alfarroba e Baunilha”, mas é opcional. Podem juntar 2 gotas de extrato de baunilha como substituto.) 

🍴 25 ml de claras 

🍴 30 ml de bebida vegetal 

Como fazer? Fácil!! Misturar todos os ingredientes até obter uma massa homogénea e levar ao microondas 2 minutos numa forma à escolha. 

 Para enfeitar ainda adicionei uma colher de queijo quark, uma colher de manteiga de amendoim , morangos e cerejas 🍒🍓! 

Experimentem e Partilhem! 

É possível explorar o mundo e manter um estilo de vida saudável?

É possível viajar, ir de férias, viver fora e ao mesmo tempo manter um estilo de vida saudável?

Viajar, passear, férias! Quem não adora? Explorar o mundo, conhecer novas realidades, conhecer novas pessoas, conhecer melhor quem somos. Significa sair do conforto e amar o desconforto, o desconhecido. Descobrir novas paisagens, novas paixões. E para tudo isto, há algo que temos de quebrar, algo que temos de deixar para trás, e que em muitos pode criar alguma comichão. Do que estou a falar? Da nossa ROTINA.

Para nos perdermos no mundo e nos encontrarmos mais a nós mesmos, precisamos de quebrar uma certa rotina que temos enraizada e que nos é tão confortável.

E agora? Sem a nossa rotina? Como conseguimos manter os nossos hábitos saudáveis? Sem o nosso ginásio a quinze minutos de carro? Sem o nosso mercado para comprar produtos frescos todos os dias? Sem a nossa hora de almoço certinha com a refeição naquele tupperware? E sem lancharmos duas horas certinhas, depois? Conseguimos manter o nosso estilo de vida saudável sem a nossa rotina diária?

SIM CONSEGUIMOS!!! Porque na verdade ter um estilo de vida saudável é muito mais que essa rotina! E isso é o primeiro ponto que temos de ter na nossa mente: Se somos saudáveis numa parte do mundo, conseguimos sê-lo no resto do mundo. E isto é certinho como o destino (não estivéssemos nós a falar de destinos!).

Ser saudável e ter um estilo de vida saudável não significa que não possamos experimentar um prato novo de vez em quando, não significa que não possamos atrasar ou adiantar o exercício físico do final da tarde para vermos um lindo e espetacular pôr-do-sol. Bem pelo contrário, ser saudável é também saber aproveitar tudo, o que de incrível, o mundo tem para nos oferecer!

Conseguimos ser saudáveis sem as nossas clássicas papas de aveia de manhã e sem o nosso ginásio ao final do dia? Sim, claro que conseguimos! Como?

Para explicar melhor, darei o meu exemplo:

Quando vim para Moçambique toda a gente me dizia a mesma coisa ao chegar: Prepara-te para engordar, Bárbara!. Claro que eu estava assustada! Não pela parte de engordar, mas por, eventualmente, não conseguir manter o meu estilo de vida saudável. Sabia que não ia ter o meu ginásio, mas sou uma pessoa motivada e focada e decidi logo que teria de arranjar um método para manter a minha rotina, fora da rotina.

Em relação à alimentação foi relativamente fácil, porque para o almoço tenho uma pessoa que cozinha cá em casa, então desde logo dei a entender que preferia tudo grelhado! O que foi espetacular porque cá são peritos na grelha. Então o meu almoço e jantar é sempre peixe (e aqui na Ilha há muuuuuuuuuuuuuuuuito peixe) ou frango grelhado. Acompanho sempre com os legumes e vegetais da época, porque aqui não há como não fazer uma alimentação sazonal. Se não é tempo de um alimento, simplesmente não há. O mesmo em relação à fruta. Almoçar fora ou jantar fora também é possível mantendo os meus hábitos saudáveis, é uma questão de saber o que escolher. Ok que aqui tenho a vida facilitada por estar numa ilha e porque normalmente o que os restaurantes têm de melhor são os peixes grelhados. Mas e o caril de caranguejo? E o caril de lulas? E a matapa? E as chamuças? Pois! Também são coisas boas que tenho de saber quando dizer chega! Provar, experimentar, de vez em quando! Mas lá porque estamos num sítio com algo muito típico não significa que o devemos consumir sempre que vamos jantar ou almoçar fora! A cerveja , por exemplo , é só a melhor cerveja do mundo para mim (2M, Manica, Impala, quem já provou???). Mas não a vou beber sempre que jantar ou almoçar fora! Há que saber ser ponderado. E vamos lá ver, se exageramos em alguma coisa, deixa de ser especial, correto? É assim que eu penso!

Em relação à atividade física, aí já teve de haver um esforço maior da minha parte. Faz muito calor na Ilha e mesmo quando o sol se põe, as temperaturas continuam altas. Pelo menos a comparar com Portugal. O sol nasce cedo e põe-se cedo. Uma vez experimentei ir correr às seis da manhã. Posso dizer que dei dois passos e voltei para casa a suar… Impossível! Então, lá ganhei o hábito de ir correr ao fim do dia, com o sol a pôr. Dou meia volta à Ilha e depois vou para o meu telhado (que tem uma brisa mínima) fazer exercícios localizados com duas garrafas de água a servir de halteres! Ah pois, há que improvisar! Os exercícios foram-me dados por um Personal Trainer que sabia que ia estar em Moçambique durante nove meses, até agora alterei algumas coisas com ideias que vejo no site da Vida Ativa e até hoje consegui sobreviver e ter as minhas práticas diárias. Na Ilha sou conhecida como a Doutora que corre e isso, para além de me fazer rir, faz-me sentir bem comigo mesma, porque na verdade nunca achei que seria fácil ir viver para o fim do mundo e arranjar tão facilmente métodos para manter o meu estilo de vida. E afinal, foi e é fácil!!

E digo-vos, mesmo quando passo fins-de-semana fora da Ilha, por exemplo em Chocas Mar, consigo manter a prática e ir correr ao final do dia para a praia!

Por isso, para quem anda a viajar ou vai viajar por sítios paradisíacos em que só tem praia e coisas boas para comer: MALTA, É POSSÍVEL! Correr ao fim do dia na praia é top!!!! No fim fazem uns agachamentos, umas pranchas, ou vejam exercício no site  Vida Ativa!

Quem vai para cidades, mesmo que seja só por uns dias: encontrem um parque engraçado, perto do sítio onde estão e façam lá o vosso exercício ao final do dia ou pela manhã, até é uma maneira diferente de explorar a cidade. Por exemplo, nos primeiros três meses que vivi em Moçambique estive em Nampula e era isso que fazia. E acreditem, há cidades bem mais interessantes e bonitas no mundo (TODAS POSSÍVELMENTE!) para se ir correr para um parque perto de casa. Se eu consegui fazê-lo em Nampula, então vocês também hão de o conseguir onde quer que estejam!

Ainda para quem vai para cidades em modo explorador, uma das formas engraçadas também de conhecer sítios e fazer uma alimentação saudável é procurar quais os restaurante e cafés fancy com comida saudável que existem! Façam essa pesquisa antes de ir e experimentem! Claro que também devem experimentar a comida típica, mas não  devem comer sempre batatas fritas e waffles lá porque estão na bélgica!

Explorar o mundo e manter um estilo de vida saudável é possível sim! E é ótimo porque ,basicamente, vai dar-nos mais e mais anos para explorar mais e mais o mundo! 

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Wander & Nutrition

Reaproveitar & Improvisar

Boa noite a todos!

Já jantaram por aí? Não estão com tempo e têm sobras no frigorífico?

Então ponham em prática a arte do improviso! Um improviso saudável e saboroso pode resultar num jantar leve e delicioso.

Aqui ficam algumas ideias de jantares que fiz nos últimos tempos em que não estava para grandes confeções e tinha o frigorífico com sobras.

O (já conhecido) Mix de quinoa, atum e cenoura:

Sobrava meia lata de atum, juntei quinoa e meia cenoura ralada. Com um tomate e um pepino.

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Couve flor “picada”:

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Sobrava um bocado de polvo e couve flor. Triturei a couve flor com um ovo, mexi numa frigideira. Juntei um tomate, cogumelos, tomate e azeitonas. Mais temperos e voilá!

Hummus com abacate e tomate:

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Sou mega fã da junção de tomate e pêra abacate. Por mim comia isto ao pequeno almoço, almoço e jantar todos os dias. Neste dia tinha meia lata de grão no frigorífico. Triturei, juntei temperos e jantei com pêra-abacate e tomate.

Frango desfiado com a junção dos Deuses:

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Tinha sobrado frango do almoço, desfiei e mais uma vez jantei com tomate e pêra-acabate e um extra de sementes.

Frango desfiado e maçã:

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Adoro saladas frias com fruta. Tinha sobrado frango do jantar da noite anterior e mais uma vez desfiei, juntei tomate, maçã, pepino e óregãos. Top!

Espécie de Hambúrguer/Paté de atum:

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Tinha sobrado atum, juntei duas colheres de sopa de iogurte natural e meia cenoura. Mais um tomate, jantarinho feito.

 

Estou em Moçambique (sim eu sei que já sabem) então a variedade de alimentos a que tenho acesso não é imensa. Prometo que assim que chegar a Portugal serei a Rainha das Refeições mais elaboradas e variadas! Por enquanto isto é o que vos posso mostrar. Mas o que vos mostro já é muito bom para não arranjarem desculpas, porque, se eu aqui consigo improvisar com pouco, então por aí de certeza que não vão ter mais dificuldades! Certo?

 

Boas práticas!

4 dicas para quem está a seguir um Plano Alimentar para emagrecer

Foi ao Nutricionista e tem um Plano Alimentar a seguir? Ótimo, já está a começar num bom caminho. Agora o que tem a fazer é forcar-se no seu objetivo, não o deixe para segundo plano NUNCA. Ele faz parte de si agora, esse plano é você!

Ficam assim 4 dicas simples para que o sucesso desse Plano Alimentar seja mais facilmente alcançado:

  • Pratique Atividade Física- Se acha que vai perder peso só com uma alimentação saudável está bastante enganado. Alimentação Saudável e a Prática de Atividade Física estão sempre ligadas. Alcançar o seu peso ideal, depende de ambas! Há várias formas de o começar a fazer, é uma questão de experimentar várias atividades e praticar a que lhe dá mais prazer. (Motive-se aqui )

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  • Escreva – Tenha sempre consigo um caderninho onde vai apontado tudo o que vai comendo, faça um Diário Alimentar. Aponte TUDO. Este caderno é seu e só seu, por isso, sem vergonhas, aponte tudo aquilo que vai comendo ao longo do dia. Desta forma, vai conseguir ter uma ideia clara dos seus erros e dos seus sucessos. Lembre-se que são os erros que nos fazem perceber aquilo que temos de alterar, não tenha medo de errar! Não tenha medo de escrever que comeu mais do que devia ao almoço, porque só assim vai conseguir perceber aquilo que o está a impedir de alcançar o sucesso. Para além de anotar aquilo que consome, anote também aquilo que vai sentido, escreva frases de motivação para si próprio e escreva aquilo que o fez começar VÁRIAS VEZES.

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  • Aprenda a ler rótulos – Aprenda a ler rótulos para fazer escolhas inteligentes (aprenda aqui). Só assim vai conseguir cumprir um plano alimentar com prazer. Não precisa de comer o que não gosta, e não tem de deixar de comer o que mais gosta. Pelo menos, não de uma forma radical. Podem ser feitas escolhas inteligentes no supermercado, se souber como ler o rótulo de um produto alimentar. Por falar em supermercados, lembre-se: desembale menos e descasque mais & NUNCA vá às compras com fome.

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  • Transforme-se – Não mude, transforme-se. As mudanças acabam por desaparecer. As transformações permanecem. Altere aquilo que acredita, aquilo que você é. Não diga estou em dieta, transforme sim os seus hábitos alimentares. Não espere atingir um objetivo para poder voltar ao que era! O seu objetivo não é um peso. O seu objetivo é uma transformação, naquilo que você acredita, naquilo que você é! Queira ser alguém saudável. Desta forma, quando for jantar fora, vai escolher uma fruta como sobremesa, não porque está em dieta mas sim porque acredita que é o melhor para si e para a sua saúde. Se você acreditar de facto nisto, não vai sofrer quando deixar de pedir aquele bolo de chocolate como sobremesa.

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Boas práticas!

Mini-tortilhas de Batata Doce

Bom dia!!!

Em Moçambique estamos no tempo da BATATA DOCE (Ámem!!!!). Então de hora a hora vem alguém à minha porte vender Batata Doce, por isso, aliado ao facto de eu AMAR Batata Doce, é um alimento que neste momento não falta cá por casa.

Uma vez que esta semana a farinha de grão de bico ( com que eu costumava fazer as minhas panquecas de fim-de-semana) ganhou uns bichinhos e teve de ir para o lixo, hoje tive de me por a inventar uma nova receita!

Já tinha lido algumas receitas em blogs de Panquecas de Batata Doce, mas todas tinham alimentos que eu não tenho por casa (nem a menos de 200Km de distância) por isso, decidi experimentar uma junção de alimentos que me “soaram” bem juntos e até resultou em algo saboroso.

Receita (super simples, como manda a lei de vivência em Moçambique):

-60g de Batata Doce;

-1 ovo;

-1 colher de iogurte natural.

Juntar os ingredientes e triturar. Levar à frigideira 1 a 2 minutos cada lado e estão prontas as mini-tortilhas!

Hoje foi o meu pequeno-almoço, amanhã podia ser o meu jantar! E esta é uma das razões pelas quais eu AMO Batata Doce. É um alimento super versátil, que tanto serve para acompanhamento das refeições principais, como pode ser usado em mini lanches ou, neste caso, ao pequeno almoço! É de baixo Índice Glicémico, o que quer dizer que a sua absorção é lenta (deixando-o saciado durante mais tempo), é rica em fibras, vitaminas e minerais.

Experimentem!!

Zunkuza e o dia em que deixou de “pidir” doces

Era uma vez um menino chamado Zunkuza que vivia na Ilha de Moçambique.

A Ilha de Moçambique era uma Ilha muito pequena, com apenas três quilómetros de comprimento. Estava dividida em duas partes: a Cidade de Makuti, onde as casas eram construídas com as tiras das folhas do coqueiro, e a Cidade de Pedra, onde estão as ruínas das casas outrora construídas pelos Portugueses que habitaram a Ilha de Moçambique.

Zunkuza dava a volta à Ilha numa manhã e a cada dez passos que dava alguém lhe gritava “Zunkuza, onde vais?” e Zunkuza, continuando a caminhar sob os seus pés descalços, respondia sempre o mesmo: “Estou a pidir doce!”.

E era assim que o Zunkuza passava os seus dias, em vez de ir para a escola, dava a volta à Ilha a pedir doces aos turistas que vinham da Europa para visitar a linda Ilha de Moçambique.

O menino cativava qualquer turista com os seus grandes dentes e os seus olhos cruzados. Tinha uma estratégia que sempre resultava: agarrava na mão dos Homens que passeavam de máquina ao peito, chapéu de sol e protetor solar na face e depois bastava dizer-lhes “Compra lá bolacha”. E o seu dia estava ganho. Não havia quem resistisse.

Um dia Zunkuza ,andava pelas ruas da cidade de Makuti, quando avistou um Senhor alto, desta vez sem máquina ao peito, mas com um grande chapéu de sol na cabeça. Ia tentar a sua sorte quando o senhor não deu tempo para que a sua mão fosse agarrada e deu pela presença do menino antes disso. Olhou para os seus grandes olhos que apontavam direções opostas e disse:

“Olá! Qual é o teu nome rapaz?”

“Zunkuza.” – Respondeu.

“Zunkuza? E não devias estar na escola? Em que classe andas tu?” – Respondeu o Senhor alto.

“Estou a pidir bolacha. Estar na primeira classe. Compra lá bolacha.” – Pediu o menino.

“Zunkuza, não te vou comprar uma bolacha porque isso não faz bem. Sabias? Vou-te mostrar.” – E então, o turista pegou na mão do Zunkuza e começou a atravessar a cidade de Makuti em direção à Escola Primária.

“Estás a olhar para aquele buraco no telhado daquela casa? – e apontou para uma das casas com telhado de Makuti – Sabias que se comeres doces, os teus dentes podem ficar com buracos assim?”

E continuou:

“Estás a ver o mar agitado como está?” -Era possível ver a praia da rua de onde estavam – “Achas que algum peixe consegue dormir naquele mar? Os doces deixam-nos assim. Inquietos. Agitados. E não conseguimos descansar como deve de ser e recarregar energia para o dia seguinte.”

Avançavam. E o Senhor alto continuava:

“Vê bem aquela grande árvore. Há quanto tempo pensas que ela existe nesta Ilha? Há muito tempo. Se deixares de comer doces podes viver como aquela árvore. Podes viver por muito tempo.”

Depois, o senhor alto apontou para uns meninos a brincar no parque e disse:

“Vês aquela bola com que os outros meninos estão a brincar? Se continuares a pedir bolachas vais poder servir de bola também. Queres ser a bola ou queres ser quem marca o golo?”

Zunkuza riu-se.

Chegaram perto da escola e Zunkuza conseguia ver os seus colegas da janela. O professor estava junto ao quadro a dizer qualquer coisa que fazia a turma rir. O senhor alto olhou para o menino e disse:

“Agora Zunkuza, sabes que se parares de andar a pedir doces e em vez disso vieres todos os dias à escola, podes tornar-te num Senhor alto, como eu, com os dentes bonitos e com muita inteligência para aprenderes tudo o que o professor te ensinar.”

Zunkuza olhou para o Senhor alto, largou a sua mão e sem dizer nada entrou na sala de aula. Desde esse dia Zunkuza nunca mais faltou à escola. Por vezes ainda pedia doces aos senhores que passavam perto de sua casa, mas mal olhava para a grande árvore, para as ondas agitadas, para a bola com que brincava, lembrava-se que um dia conhecera um Senhor alto que lhe explicara porque é que não devia pedir doces. Em vez disso, Zunkuza começou apenas a segurar a mão aos turistas que passavam pela Ilha, sem pedir, e levava-os a ver as ondas, as árvores e os meninos a jogar à bola.

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